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05
dez
08

Figurinha 8: General Jorge Rafael Videla – Presidente da Argentina

General Jorge Rafael Videla

General Jorge Rafael Videla – Presidente da Argentina

América do Sul

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01
nov
08

Figurinha 6: Coronel Hugo Banzer, Presidente da Bolivia

Coronel Hugo Banzer, Presidente da Bolivia

Coronel Hugo Banzer, Presidente da Bolivia

América do Sul

Veja o original em inglês //

Em 1964, o New York Times escreveu sobre a Bolivia: “Nenhum país no Hemisfério Ocidental (PDF) é mais dependente da ajuda de Washington e em nenhum outro lugar existe influência tão indiscreta da embaixada dos Estados Unidos para fazer valer isto”. Foi então que, em 1970, quando o presidente Juan Jose Torres nacionalizou os prédios e instalações da Gulf Oil e minas de extração de estanho de propriedade de empresas norte-americanas, e também mantendo contatos amigáveis com Cuba e a União Soviética, que estava mexendo com fogo.

O golpe para derrubar Torres, liderado por Hugo Banzer – oficial treinado pelos estados unidos e beneficiário da Gulf Oil – teve suporte direto de Washington. Quando as forças de combate de Banzer tiveram uma interrupção nas comunicações via radio, o Major da Força aérea norte-americana, Robert Lundin (PDF), colocou a frequencia da Força Aérea dos estados unidos à sua disposição.

Ao assumir o poder, Banzer começou o seu reino de terror. Escolas foram fechadas por serem consideradas berços de “agitação política subversiva provocada por anarquistas contrários à nova ordem instituída”, a embaixada da União Soviética foi fechada, e Banzer recebeu um empréstimo internacional por aliviar a situação da Golf Oil. Em 2 anos, 2,000 pessoas foram presas sem julgamento e torturadas. Como no Paraguay, Argentina e Brasil, os indios perderam território e sofreram aculturação. Milhares de sul-africanos brancos foram convidados a imigrar para o país com promessa de terras roubadas dos indígenas. O secretário de imigração Guido Strauss disse às Nações Unidas que a intenção dessa campanha era criar uma “Bolivia branca”. Quando os cléricos Católicos tentavam dar assistência aos indigenas, o regime de Banzer, com a ajuda da CIA, fomentou ataques terroristas contra eles, e este “Plano Banzer” tornou-se um modelo para ações anti-Católicas similares em toda a América Latina.

Link externos
Google Books
Coluna de Marcelo Ambrosio – Jornal do Brasil
Biografias y Vidas
Arquivo – The New York Times
Nativeweb
Infoalternativa – Portugal

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30
out
08

Figurinha 5: General Humberto de Alencar Castello Branco – Presidente do Brasil

General Castello Branco - Presidente do Brasil

General Humberto de Alencar Castello Branco – Presidente do Brasil

América do Sul

Veja o original em inglês //

Em 1961, a revista TIME chamou o momento político do Brasil de “confuso” e disse que o país estava “também perdido em assuntos externos” (Matéria de 4 Paginas, em inglês). O que a TIME parecia alertar era que a politica do Presidente brasileiro João Goulart era inaceitável para os estados unidos na época. Goulart fez negócios com nações comunistas, apoiando o movimento trabalhista, e limitou os lucros que as empresas multinacionais podiam enviar para fora do país. Embora agentes de alta patente das agências de inteligencia dos EUA como o Adido Militar da embaixada americana no Brasil, Vernon Walters (que depois seria nomeado Diretor Adjunto da CIA), negarem a participação de tropas dos EUA no Golpe militar de 1964 que derrubou Goulart e levou ao poder o General Humberto de Alencar Castello Branco, haviam evidencias do contrário. Por exemplo, logo depois do golpe, oficiais dos EUA no Brasil requisitaram de Washington combustivel para os soldados de Castello Branco, no caso das tropas de Goulart explodirem refinarias no país.

O regime de Castello Branco foi curto porém brutal. Sindicatos trabalhistas foram extintos [PDF], críticas ao Governo se tornaram proibidas por lei, e milhares de “prováveis comunistas” (incluindo crianças) foram presos e torturados. Como no Paraguai, Argentina e Bolivia, a terra de milhares de indios nativos foi confiscada e sua cultura destruída. Links: [1][2]. Traficantes de Drogas, muitos deles ligados a oficiais militares, receberam proteção por manter interesses de segurança nacional (Nota: Leia-se como: corrupção somada a impunidade, que existe ainda hoje).

O Brasil criou alianças fortes com a Liga Mundial Anti-Comunismo e ajudou o General Videla em seu golpe militar na Argentina.

Quando Branco saiu do poder em 1967, deixou para trás uma constituição com amplos poderes para os militares e futuros presidentes, alejando qualquer esforço para a restauração da democracia.

Link externos:
Time Magazine, 08/09/1961
Operação Brother Sam – wikipedia
Operação Brother Sam – Wikipedia EN
Site pessoal de Franklin Martins
Sindicato de Ipatinga
Institulo Sócio-Ambiental
Interletras
Instituto de Estudos Sócio-Econômicos
Institulo Humanitas Unisinos

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27
out
08

Figurinha 1: Introdução dos autores

Aliados da América – Os Ditadores Amigáveis

Veja o original em inglês//

Tenha um encontro com os Ditadores Amigáveis – 3 dúzias dos mais embaraçosos “amigos” dos Estados Unidos, um elenco astuto de tiranos e presidentes-marionetes corruptos que foram oportunamente recompensados pela sua lealdade com os interesses norte-americanos.

Ditadores Tradicionais mantém-se no poder pela repressão e são auto-intitulados “Generais”.

Ditadores Constitucionais mantem o seu cargo administrativo fraudando resultados de eleições ou restringindo severeramente as eleições e as urnas de votos frequentemente sendo cuidadas e transportadas por juntas militares fiéis ao ditador.

Ambos os tipos de ditaduras são mostrados aqui, ao lado de alguns reis tiranos. Mas não espere por “Ditadores nocivos” (inimigos comunistas e algo similar) nesta coleção de Cards. Estes são os amigos dos EUA, estranhos e anti-democráticos como eles devem ser.

Ditadores Amigáveis na maioria das vezes vêm ao poder com a ajuda operacional de agentes da CIA em golpes sangrentos e reinam através da repressão e da tortura. Suas tropas podem receber treinamento da CIA e outras agencias do governo dos EUA. Anti-comunismo é o seu apelo de “batalha de irmãos” e uma desculpa comum para a repressão política. Eles estão ligados internacionalmente por grupos de direita ultra-conservadores como a Liga Anti-Comunista (veja o Card 17). Fortes influencias nazistas são tipicas – alguns são famosos por vestir simbolos nazistas e citações do Mein Kampf, enquanto outros oferecem asilo para acusados de crimes contra a humanidades por nazismo, durante a 2ª Guerra.

Ditadores Amigáveis normalmente cresceram ricos, enquanto as suas economias iam pelo ralo. Dividas externas e empréstimos dos EUA fizeram alguns deles bilionarios; outros são traficantes de drogas internacionais que tambem acumulavam favores de agentes da CIA. Raramente eles eram chamados para responder por seus crimes.

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