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Watchmen (Review): um Diretor Visionário com ótimos atores na mão…

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Créditos da foto: donjopi3 – Por que a Ironia? Simples: imdb nota 8.5 é puro Hype

Review sem spoilers

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08
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Racismo nos states – parte 2: Rubin Carter, 16º Round

O filme Hurricane, o Furacão, mostra o lado realmente “ficticio” da justiça nos EUA durante a década de 60, em relação à segregação racial: Rubin Carter, boxeador negro no auge da carreira, foi acusado e condenado falsamente por triplo assassinato em 1966, por estar perto da cena do crime e ser confundido como assassino por uma testemunha.

Foi a julgamento em 1967 num tribunal sulista de brancos racistas e condenado à prisão perpétua, junto de seu amigo John Artis, em plena rebelião racial em Newark. Com a anulação deste primeiro julgamento pela inconsistência dos depoimentos, os dois voltariam a ser julgados e condenados logo depois. Para a acusação atrair o interesse da opinião publica e comoção do juri, a “cereja emcima do bolo” foi a afirmação de uma suposta vingança pelo assassinato de negros em um bar próximo ao local do crime, horas antes.

Assim como no caso de Abu Jamal, a revisão da Pena foi sendo negada varias vezes e Rubin passou quase 20 anos preso. Foi libertado em 1985, depois de um corpo de advogados fãs de sua auto-biografia conseguirem revisão da prisão perpétua e o inocentarem em tribunal.

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08
nov
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Racismo nos states – parte 1: Carta de um leitor do The New York Times em 1992 sobre o caso Rodney King

A chegada de Obama ao poder dos EUA significa, assim como Lula em 2002, um pouco de esperança para algumas pessoas mais humildes. Saber da dificuldade de uma raça não-ariana entrar na “Casa Branca” é um bom começo para entender essa “virada de mesa” da classe média dos EUA.

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Foto de Rodney King, fichado pela policia depois de ser espancado filmado por uma câmera escondida. Foto: Kenoath blog

O Júri disse: “Eu sou branco e você está errado”

Publicado: 10 de Maio de 1992

Para o Editor do The New York Times:

O veredito de “inocente” para os oficiais que espancaram Rodney King em Los Angeles não é justiça e sim encenação. Qualquer um que assistir o videotape do espancamento de Rodney e dizer que não foi assalto a mão armada está com alguns miolos a menos. E tambem não deve surpreender a ninguem que vive neste país, visto e participado de centenas de ações corriqueiras de racismo que se tornaram tão comuns na casa branca em washington quanto nas casas brancas dos suburbios.

Jurados brancos da periferia representando cidadões pobres negros da cidade? Porque eles são representantes dos pobres? Este júri experimentou a pobreza, preconceito e injustiça economica que o povo negro suporta todo dia? Como eles podem saber algo sobre abuso de direitos civis que acompanha o cotidiano de uma parte miseravel da cidade habitada por negros? Eles cresceram sob a vigilância da policia?

A Resposta para estas questões é “não”. O Júri da periferia de brancos é simplesmente um reflexo da polarização de comunidades de negros e brancos nos ultimos 20 anos. Por todo este país periferias de brancos circundam centros pobres habitados por negros. Como pode qualquer juri composto por cidadãos desta segregação resultar em um veredito justo? Medo e Preconceito sentam juntos em suas cadeiras de balanço, seguros em seu circulo de amizades bem restrito e étnico, com a percepção totalmente baseada no olho surreal da televisão.

O veredicto do Juri deixou uma mensagem evidente: “Eu sou branco, e você está errado”. O Presidente Bush é silencioso na politica de liberdade racial. Quando foi a ultima vez que um presidente deste país fez um discurso acalorado ou teve alguma iniciativa a respeito de direitos civis? Mas as ações do Sr.Bush falam por si próprias para mostrar o que ele percebe como aceitavel: investindo do seu próprio bolso 9 milhoes de dólares em campos de golfe em Kennebunkport em suas férias, esporte praticado somente por brancos, a mensagem é clara.

Os olhos das pessoas do júri em Ventura Country refletiram as perspectivas sociais encorajadas e alimentadas por Ronaldo Reagan e George Bush Sr. por mais de uma década. A percepção de Rodney King deles é colorida pelo clima social que George Bush tem propagado desde a sua campanha presidencial racista de 1988 com um anúncio publicitário ligando o candidato democrata Mike Dukakis à figura de Willie Horton – negro, condenado a prisao perpetua que em um de seus indultos matou um casal de jovens – enquanto Bush defendia a pena de morte (numa autentica campanha presidencial da Klu Klux Klan).

Eu cresci em uma familia que marchava e ia para a cadeia cantando “We Shall Overcome” (nós iremos nos reerguer) com outro Rei — o reverendo Dr. Martin Luther King Jr. Em meu coração, eu ainda preciso dizer nós iremos nos reerguer. Mas este veredito e estes ultimos 11 anos de separação social e politica me tornaram furioso e frustrado. Eu fico imaginando se “algum dia” nós realmente nos reergueremos.

TIMOTHY S. COLMAN Seattle, 30 de Abril, 1992Traduzido por Claudio (Aglioeolio)

Fonte: Cartas dos leitores – The New York Times, 10 de Maio de 1992

Musica: APRIL 26th 1992, do Sublime – Videos da Revolta no dia da absolvição dos policiais agressores de Rodney King

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