Archive for the 'Cosanostra' Category

16
abr
09

(Paulistão 2009) Corinthians: Sem Torcida adversária no estadio. Agora não pode comemorar gol mais

Christian está sendo processado pelo ministério publico por mostrar o dedo médio comemorando o gol decisivo do 1º jogo da semi-final do clássico contra o SPFC, no Pacaembu.

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27
mar
09

(Brazzil) Guia de sobrevivência para imigrantes e turistas em São Paulo

Com esse post estou traduzindo o primeiro texto do site Brazzil. Não, não é site daquela revista de filmes pornôs das bancas de jornais, e sim um site bem tradicional em inglês sobre os desmandos e desfavores na politica e na sociedade brasileira, e todo o seu “jeitinho” de burocratizar, banalizar a ética e corromper tudo que esteja na mão de intermediários.

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Foto: gbaguiar

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22
fev
09

Grite “Gol!”, depois “Socorro!”

Leia até o fim antes de comentar este texto. Eu comento ele no rodapé da página.

O futebol, além de sua condição intrínseca (ser esporte), é usado como tangente por países do Terceiro Mundo para escamotear seus problemas. No Gran Teatro del Mundo que é a Copa, no confronto das realidades, esse esporte parece fazer as vezes de Deus: vira “coincidentia opositorum”. Ricos e pobres são aproximados pela diversão, assim como o podem pela violência na virada da moeda. O futebol tem virado, aliás, box de rua coletivo, truculento. Os hooligans ingleses, os barrabravas argentinos, alemães, brasileiros, dentro ou fora dos seus países.

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20
dez
08

Sentimento de “riqueza” e o Status: país do futuro

brasilia-a-venda
Foto e Legenda: Délcio G.P.Filho

Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro» dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele. A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos “ricos”.

Aquilo que têm, não detêm. Pior, aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados.

Necessitariam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por os lançar a eles próprios na cadeia. Necessitariam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.

O maior sonho dos nossos novos-ricos é, afinal, muito pequenito: um carro de luxo, umas efémeras cintilâncias. Mas a luxuosa viatura não pode sonhar muito, sacudida pelos buracos das avenidas.

O Mercedes e o BMW não podem fazer inteiro uso dos seus brilhos, ocupados que estão em se esquivar entre chapas muito convexos e estradas muito côncavas. A existência de estradas boas dependeria de outro tipo de riqueza Uma riqueza que servisse a cidade. E a riqueza dos nossos novos-ricos nasceu de um movimento contrário: do empobrecimento da cidade e da sociedade.

As casas de luxo dos nossos falsos ricos são menos para serem habitadas do que para serem vistas. Fizeram-se para os olhos de quem passa. Mas ao exibirem-se, assim, cheias de folhos e chibantices, acabam atraindo alheias cobiças. O fausto das residências chama grades, vedações electrificadas e guardas privados. Mas por mais guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam o receio das invejas e dos feitiços que essas invejas convocam.

Os nossos endinheirados-às-pressas não se sentem bem na sua própria pele. Sonham em ser americanos, sul-africanos. Aspiram ser outros, distantes da sua origem, da sua condição.

E lá estão eles imitando os outros, assimilando os tiques dos verdadeiros ricos de lugares verdadeiramente ricos. Mas os nossos candidatos a homens de negócios não são capazes de resolver o mais simples dos dilemas: podem comprar aparências, mas não podem comprar o respeito e o afecto dos outros.

Esses outros que os vêem passear-se nos mal-explicados luxos. Esses outros que reconhecem neles uma tradução de uma mentira. A nossa elite endinheirada não é uma elite: é uma falsificação, uma imitação apressada.

A luta de libertação nacional guiou-se por um princípio moral: não se pretendia substituir uma elite exploradora por outra, mesmo sendo de uma outra raça. Não se queria uma simples mudança de turno nos opressores. Estamos hoje no limiar de uma decisão: quem faremos jogar no combate pelo desenvolvimento? Serão estes que nos vão representar nesse relvado chamado “a luta pelo progresso”? Os nossos novos ricos (que nem sabem explicar a proveniência dos seus dinheiros) já se tomam a si mesmos como suplentes, ansiosos pelo seu turno na pilhagem do país.

São nacionais mas só na aparência. Porque estão prontos a serem moleques de outros, estrangeiros. Desde que lhes agitem com suficientes atractivos irão vendendo o pouco que nos resta. Alguns dos nossos endinheirados não se afastam muito dos miúdos que pedem para guardar carros.

Os novos candidatos a poderosos pedem para ficar a guardar o país. A comunidade doadora pode irás compras ou almoçar à vontade que eles ficam a tomar conta da nação. Os nossos ricos dão uma imagem infantil de quem somos. Parecem criancas que entraram numa loja de rebuçados. Derretem-se perante o fascínio de uns bens de ostentação.

Servem-se do erário público como se fosse a sua panela pessoal. Envergonha-nos a sua arrogância, a sua falta de cultura, o seu desprezo pelo povo, a sua atitude elitista para com a pobreza.

Como eu sonhava que Moçambique tivesse ricos de riqueza verdadeira e de proveniência limpa! Ricos que gostassem do seu povo e defendessem o seu país. Ricos que criassem riqueza. Que criassem emprego e desenvolvessem a economia. Que respeitassem as regras do jogo. Numa palavra, ricos que nos enriquecessem.

Os índios norte-americanos que sobreviveram ao massacre da colonização operaram uma espécie de suicídio póstumo: entregaram-se à bebida até dissolverem a dignidade dos seus antepassados.

No nosso caso, o dinheiro pode ser essa fatal bebida. Uma parte da nossa elite está pronta para reallzar esse suicídio histórico. Que se matem sozinhos. Não nos arrastem a nós e ao país inteiro nesse afundamento.

Autora: Mia Couto
In: Jornal Savana – 13/12/2003
Fonte: Macua de Moçambique

Isso é exatamente o que eu penso sobre politicos brasileiros – sem exceção, de FHC e suas privatizações sem concorrência, ao PT do Lula e seus “petralhas”. Eles entram pro esquema imediatamente quando aceitam para suas campanhas financiamento de Bancos e outras empresas que impôe um lobby violento na Câmara Estadual/Municipal/Federal e não mostram claramente quem os financiou. O discurso é para o povão, bem acessorados por marqueteiros experientes – mas na prática a posição de todos os politicos pra prestar contas é de intocável, imortal – está aí o CQC com a sua ironia provando que eles não gostam de discutir ética – onde, claro, não existe nenhuma.

Não existem investimentos em educação de qualidade e tecnologia própria suficiente para sairmos da condição de 3º Mundo, apesar do “brasileiro médio” pagar 35% do que ganha por ano em impostos.

O país é dependente da industria de automóveis na geração de empregos, mas a decisão de manter ou não estes empregos fica na mão de burocratas de multinacionais que se favorecem da Guerra fiscal entre estados e de mão de obra barata.

Abaixo uma musica do Mundo Livre S.A. – “Negócio do Brasil”

Pode ser as claras
Ninguém vai notar
Mesmo que algo vaze, vai evaporar

Sua excelência autoriza aquela venda
E terá parte na sociedade,
sua campanha estará garantida e nos registros
como de praxe nada vai constar…

No congresso eu passo
Tá quase na mão
A impressa eu calo
Desvio a atenção

Quem vai Ter coragem de por em
Xeque mau prestígio e notoriedade,
Por mais que me achem um boçal,
Quem vai enfrentar um imortal?*

*tradição brasileira, paixão nacional

15
dez
08

Bienal do Vazio: Caroline Pivetta não tem direito a Habeas Corpus

pivetta bienal arte 2008
Foto: Alessandro Desidério

A ultima Bienal de Arte de São Paulo acabou no dia 6 de dezembro, mas o seu grande legado pra meros mortais que não entendem aqueles “artistas visionários” não vai ser nada bom.

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13
out
08

Favelas cariocas: Origens, caracteristicas e dilemas

Autora: ilana GOLDSTEIN

Na volta do Combate de Canudos, não encontrando moradia na capital do Império, os soldados receberam autorização do governo brasileiro para se instalar no morro. O nome Favela vem dessa época: “favela” era uma planta muito freqüente na região de Canudos.

Alguns anos depois, em razão das reformas urbanísticas do início do século XX – que imitavam as cidades européias, com suas grandes praças e boulevards – a população mais pobre foi expulsa do centro do Rio de Janeiro. A alternativa, para as pessoas expulsas do centro, era se instalar também nos morros.

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11
out
08

Nesse país, em se plantando, tudo dá…

O Titulo do post parece frase de português voltando à terrinha depois de ver tanto desmando em nosso Brasilsão. Mas é isso ai, mesmo:

“Nesse páis em se plantando tudo dá. Pudera, a merda é tanta!” (Flávio Império)

E para saber mais do odor paulistano, visite no Belenzinho, a rua Cachoeira, onde o esgoto é mesmo fétido…

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