08
nov
08

Racismo nos states – parte 2: Rubin Carter, 16º Round

O filme Hurricane, o Furacão, mostra o lado realmente “ficticio” da justiça nos EUA durante a década de 60, em relação à segregação racial: Rubin Carter, boxeador negro no auge da carreira, foi acusado e condenado falsamente por triplo assassinato em 1966, por estar perto da cena do crime e ser confundido como assassino por uma testemunha.

Foi a julgamento em 1967 num tribunal sulista de brancos racistas e condenado à prisão perpétua, junto de seu amigo John Artis, em plena rebelião racial em Newark. Com a anulação deste primeiro julgamento pela inconsistência dos depoimentos, os dois voltariam a ser julgados e condenados logo depois. Para a acusação atrair o interesse da opinião publica e comoção do juri, a “cereja emcima do bolo” foi a afirmação de uma suposta vingança pelo assassinato de negros em um bar próximo ao local do crime, horas antes.

Assim como no caso de Abu Jamal, a revisão da Pena foi sendo negada varias vezes e Rubin passou quase 20 anos preso. Foi libertado em 1985, depois de um corpo de advogados fãs de sua auto-biografia conseguirem revisão da prisão perpétua e o inocentarem em tribunal.

Links externos:


1 Response to “Racismo nos states – parte 2: Rubin Carter, 16º Round”


  1. quinta-feira, 08/09/16 às 03:22

    Republicou isso em Diário de Nilton Felipee comentado:
    Conhecido como “Hurricane” (furacão, em inglês), Carter teve sua incrível carreira interrompida aos 29 anos, quando foi preso injustamente – em 1966, ele e seu amigo, John Artis foram condenados pelo assassinato de três pessoas em Nova Jérsei, nos Estados Unidos. Carter, considerado um ícone da luta contra o racismo no país, teve sua sentença anulada e foi solto apenas 19 anos depois, após provar inocência (o amigo havia sido liberado quatro anos antes). O juiz que concedeu sua liberdade afirmou que a condenação se deu “com base no racismo e não na razão, assim como na ocultação da verdade”. A história de Rubin Carter foi tema de um clássico da música e ganhou também uma versão cinematográfica no fim da década de 90.

    Talentoso em cima do ringue, Carter colecionou 27 vitórias (dezenove por nocaute) em 40 lutas na categoria dos peso-médio. Em artigo dedicado ao atleta neste domingo, o jornal americano New York Times o classificou como um lutador “feroz, carismático, que agradava a multidão, com sua famosa cabeça raspada, cavanhaque, olhar carrancudo e gancho de esquerda devastador”. Desde sua libertação, em 1985, ele organizou diversas campanhas contra o preconceito. Com o auxílio do amigo John Artis, Carter fundou, em Toronto, a Innocence International, organização sem fins lucrativos dedicada ao apoio a presos inocentes.

    O boxeador serviu de inspiração para a canção Hurricane, sucesso de Bob Dylan, lançado em 1975. A música, que permaneceu entre as mais tocadas do ano seguinte, serviu como crítica ao preconceito e à violência policial. Em 1999, o filme biográfico Hurricane: o Furacão, dirigido por Norman Jewison e estrelado por Denzel Washington, aumentou ainda mais o mito em torno do ex-pugilista. Enquanto esteve preso, o próprio atleta escreveu o livro O 16º Round, no qual narrou sua trajetória dentro e fora dos ringues.


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


novembro 2008
S T Q Q S S D
« out   dez »
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930

Twitter

Blog Stats

  • 40,119 hits

%d blogueiros gostam disto: